Palavra de Melancia.

hoje é o dia da revolução

Publicado por: Sissa em: Março 27, 2009

Dia 28/03, neste sábado, a WWF estará promovendo uma campanha
contra o aquecimento global: A HORA DO PLANETA.
Das 20:30 até as 21:30 apaguem todas as luzes e desliguem o máximo de aparelhos eletronicos.
Vamos colaborar com o planeta e ajudar a reconstruir aquilo que nós mesmos começamos a destruir.

Falando sobre coisas sociais, revoluções e afins.
Recebi um panfleto hoje na porta da faculdade falando que segunda-feira, na frente do MASP, às 10h da manhã, vai acontecer um ato unificado em defesa do emprego e pela redução dos juros.
As centrais sindicais e entidades dos movimentos sociais irão realizar no próximo dia 30 o ato unificado contra a crise, exigindo a redução acelerada dos juros, mais investimentos públicos, contrapartida de garantia de emprego para liberação de recursos do BNDES e contra a redução de salários e direitos. O ato pelo emprego também acontecerá em diversos estados. As manifestações atendem ao chamamento das organizações sindicais internacionais, dentre elas a Confederação Sindical Internacional (CSI) e a Confederação Sindical das Américas (CSA), que irão participar ativamente desta jornada de lutas contra a crise e as demissões.

Publicado por: Sissa em: Março 19, 2009

carta

O conselho emitido pelo Tarot vem através da imagem do arcano IV, chamado “O Imperador”, cuja imagem nos revela uma figura masculina solidamente colocada, irradiando poder e autoridade. O pedido do arcano IV é o da importância de reconhecer a própria força e não depender demais de ninguém. Sempre que dependemos do outro, o outro pode falhar conosco eventualmente e qualquer felicidade excessivamente buscada fora de nós é absolutamente temporária. Procure, neste momento, cultivar a referência do seu próprio poder pessoal e não se deixe levar demais pelos conselhos alheios. Reconheça, em si, a autoridade para comandar sua própria vida.

Conselho: Seja mais independente neste momento.

porque

Publicado por: Sissa em: Março 11, 2009

Eu penso que tenho um grande amigo, aquele que conto tudo, que desabafo, que choro junto, que me irrito. Acho que todos temos uma pessoa assim e é pra essa pessoa que escrevo agora.
Houve um tempo em que eu não tinha alguém com quem contar, nesse tempo era eu, minha mãe e só. Hoje o tempo passou e conheci você. O meu alguém, o meu especial. As vezes eu penso que você tem que estar presente sempre, e que só você pode me ajudar e me dar uma palavra amiga, mas nem sempre é assim e eu sei porque. Porque simplesmente eu não devo jogar as minhas fraquezas pra cima de você e muito menos achar que você resolverá tudo e será pra sempre meu príncipe encantado. Eu sempre me desculpo mas pareço fazer sempre igual. Dessa vez, prometo, não farei mais isso, não quero mais pedir desculpa por isso. Desculpe as fraquezas, os choros, as quedas, a encheção de saco e todo o meu blablabla.
Saiba que me sinto o ser mais inútil do mundo quando faço isso com você. Eu queria ser especial, grande, forte e feliz o bastante. Mas sou só eu. Peço apenas que tente entender o meu lado. Só isso.

Obrigada por tudo.
Te amo!

oscar wilde

Publicado por: Sissa em: Fevereiro 11, 2009

A cada bela impressão que causamos, conquistamos um inimigo.

old is cool

Publicado por: Sissa em: Fevereiro 6, 2009

old

Estava lendo um texto na revista Trip do mês passado sobre coisas antigas. Na verdade nem era sobre isso, estou mentindo, era uma matéria com o Amarante dizendo que a moda é um emaranhado de coisas do passado envoltas em modernidades. Okay, nem foi na matéria do Amarante que vi isso, lembrei agora que foi na televisão, numa entrevista qualquer que nem lembro direito. Só lembro que a tal pessoa falou sobre isso, coisas do passado que se renovam para continuarem servindo de inspiração para coisas novas. rs
Isso me fez pensar incessantemente sobre tudo que eu gosto e me vi como uma senhora de mais de 60 anos. Desde aos modelos de roupas até o tipo de música e nem estou falando isso por gostar de Beatles ou Chuck Berry, mas digo porque hoje em dia o que faz sucesso se parece demais com tudo que um dia já teve seu reinado. Os sapatos mais femininos sempre serão os bonecas, com salto ou não. As roupas mais bonitinhas sempre conterão babados e um tom fofo de rosa. O preto e branco nunca sairá de moda e etc.

ser mulher

Publicado por: Sissa em: Fevereiro 5, 2009

Nada de fraca, nada de submissa. Meu lado especial, meu lado feminino.

Hoje durante uma reunião de uma marca de pijamas e lingeries me peguei pensando no quanto gosto de ser mulher, de ter nascido com um par de seios, uma bunda arrebitada e pés pequenos. De uns tempos pra cá resolvi assumir que sou mulher, cuidar de mim, do meu corpo, dos meus cabelos. E sei que isso não é besteira, não é futilidade e nem um pouco de falta de cérebro, é apenas vontade de ficar bem, de me sentir bem comigo mesma e me aceitar. Sei que nunca vou ser daquelas magrelas, com cinturinha fina, NÃO, não nasci pra isso. Tenho quilos a mais do que preciso, cabelo ruim e pele idem, mas aprendi que ser mulher não é ser perfeita, ser mulher é se aceitar e se cuidar.
Outro tabu quando se trata de mulher é: ser dona de casa. Bom, não nasci pra ficar 24 horas por dia limpando e cozinhando, mas não vou dizer que não penso nos dias em que farei pratos caprichados e bolos deliciosos para meu marido. Que mal há nisso?! Serei menos independente?! Serei menos forte e decidida?! Pelo contrário.
Aah, outro ponto que adoro citar sobre ser mulher: a flexibilidade.
Não, não a flexibilidade corporal, apesar de adora-la, isso é caso para outro parágrafo. Digo a flexibilidade para fazer e acontecer, tudo em 24 horas. Incrível como uma mulher consegue ser uma mulher de negócios durante o dia todo, e depois ainda vestir a “Amélia” sem problema algum.
Acho tudo isso tão magnífico, sem contar o fato de ter sensibilidade, saber ponderar, pensar demais e tantas outras coisas.

recordar

Publicado por: Sissa em: Janeiro 28, 2009

Gostaria de agradecer a Vanessa, Rita, Marcelo, Rodrigo, Chorão, Alexandre, Christina, Jocelyn, Maria, Etta, Rogério, Edu, Rafael, Bob, Lauryn, Erykah, India, Amy, Ana, Jorge, Alanis, Adele e tantos outros que escreveram de forma melódica tudo que eu sempre quis dizer.

Lembrando de velhos-novos tempos, estou escutando [i]O Vento[/i], música de um dos citados acima. Ela me lembra o começo, apesar de parecer música de fim. Talvez ela demonstre o fim de algo que era pra se acabar e o começo de algo permanente, algo que para sempre vai ficar marcado, tatuado, guardado e mantido à sete chaves, dentro de uma coisinha que carrego no peito chamada coração. Eu não ligo de demonstrar meu amor por ele aqui, ou em qualquer outro lugar, pode parecer piegas mas o amo tanto ao ponto de expor aqui, ao ponto de ficar feliz com cada gesto. Se sou boba, sou uma boba feliz. Feliz porque amo. [b]ielaiê =D[/b]

[i]O vento vai dizer, lento o que virá, e se chover demais, a gente vai saber claro de um trovão, se alguém depois sorrir em paz. Só de te encontrar, estou bem. Ah.[/i]

quebra cabeças

Publicado por: Sissa em: Janeiro 20, 2009

Não enxergo sem óculos dentro de túneis. Notei hoje.
Cada dia que passa eu me conheço mais. Oh, que poético.
É nada, eu sou é cega mesmo.

Só um ps, vi o desfile do Ronaldo Fraga e achei PERFEITO. :)

Diversidade tem limite.

Publicado por: Sissa em: Janeiro 17, 2009

Resolvi postar esse texto que li numa coluna da revista Trip desse mês porque achei sábio e inteligente. Só por isso.

Diversidade tem limite.

Por: André Caramuru Aubert
Nem toda diferença cultural deve ser respeitada, como prova o caso da garota somali de 13 anos apedrejada até a morte em um estádio lotado pelo “crime” de ter sido estuprada

Aisha Duhulow, de 13 anos, foi executada no dia 27 de outubro de 2008, por apedrejamento, num estádio lotado na cidade Kismayo, na Somália. O crime da menina foi ter sido estuprada por três homens, dos quais nenhum foi preso. As pessoas que lotaram o estádio estavam tão animadas como numa final de futebol. O ritual de imposição da pena foi interrompido por três vezes, quando enfermeiras foram até a menina e, atestando que ainda estava viva, avalizaram o prosseguimento.

Dá preguiça argumentar contra preconceito, racismo, fanatismo religioso ou político. Você já discutiu com burro? Com quem não consegue usar a razão, pensa de maneira incompreensível e nem sequer considera qualquer argumento que questione alguma fé preexistente? Você pode bater e bater, e o outro continua com o olhar vidrado, opaco, blindado pelas pétreas certezas que só os idiotas têm. Na verdade, tende-se a complicar coisas que são muito simples: preconceito, racismo e fanatismo são, antes de mais nada, burrice. E a idéia de diversidade é tão obviamente positiva que parece prescindir de discussão. Mas onde se encaixaria o apedrejamento de Aisha? Não poderíamos, no limite, dizer que se trata de um traço tradicional de outra cultura e que, como tal, merece ser respeitado? Não.

DEDO NA FERIDA
Não dá pra cair no simplismo do lado de lá, de acreditar que todo índio é ecológico, que cada assentado do MST é a solução encarnada da política fundiária, que qualquer forma de ver o mundo deve ser respeitada. Execuções como a de Aisha são comuns em muitos países muçulmanos, previstas pelas leis e aceitas pela sociedade. O tema foi discutido de forma defi nitiva pela militante dos direitos humanos somali Ayaan Hirsi Ali na autobiografi a Infiel. Refugiada na Holanda, vivendo escondida, ela foi condenada à morte por clérigos radicais islâmicos e tem sobrevivido com a ajuda dos serviços secretos ocidentais (ao contrário de seu ex-parceiro, o cineasta Theo van Gogh, decapitado por um fanático numa manhã de novembro de 2004, na rua, em pleno centro de Amsterdã).

Ayaan pôs o dedo na ferida e questionou, de alto a baixo, todas as verdades que foram ensinadas a ela desde que nasceu: da circuncisão clitoriana (da qual ela mesma foi vítima quando criança, por obra da avó, relatada numa das passagens mais fortes do livro) à divindade de Maomé. É por tudo isso que sua vida, hoje, depende basicamente da sorte e da competência de seus guarda-costas. A conclusão mais importante a que Ayaan chega, no entanto, é que a diversidade é essencial, mas que alguns valores são universais e devem ser assim encarados. São os valores que vêm principalmente do Iluminismo e que preconizam os direitos humanos básicos.

Ou seja, não se pode relativizar tudo. Não se pode dar direitos políticos a quem não aceita o direito político do outro. Não se pode disputar eleições com quem defende a ditadura. Não se pode conviver democraticamente com quem quer exterminar quem pensa diferente. Ainda que, em se tratando de uma democracia, essas pessoas devessem ser ouvidas. Os alemães um dia pensaram assim e elegeram Adolf. Em resumo: as conquistas da tradição democrática ocidental não devem ser postas em xeque. Verdade, não é fácil encontrar o equilíbrio, pois basta um escorregão e cai-se no velho truque missionário, que começou com os cruzados, alimentou portugueses, espanhóis e ingleses e teve o mais recente exemplo na invasão do Iraque pela Cavalaria.

Onde está o equilíbrio? Pode ser difícil responder, mas o ponto é que nem toda cultura merece ser respeitada. Quem considera normal a morte por apedrejamento de uma menina de 13 anos vive num planeta do qual não faz parte quem é normal. Simples. Viva a diversidade! Abaixo a diversidade!

rat is dead

Publicado por: Sissa em: Janeiro 14, 2009

Ontem, hoje, amanhã.

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